Mulheres de assentamentos produzem mel para aumentar renda
02-10-2006 13:14
Há um ano, seis mulheres do Projeto de Assentamento Cabelo de Negra, do município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, se uniram e passaram a criar abelhas para produzir mel. A primeira produção foi de 40 quilos. Parte dela está exposta na II Feira de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, que acontece até este domingo (2), no Parque da Cidade, em Brasília.
“O retorno ainda é pouco, pois ainda estamos na primeira florada. Mas, nos próximos anos certamente nossa renda pode superar a de nossos maridos, que ainda não estão dando muito crédito para nosso trabalho. Isso em breve vai mudar”, avisa Maria Bezerra da Silva, de 50 anos, uma das integrantes do Grupo de Mulheres Amigas das Abelhas que está na Feira apresentando o mel produzido pela associação.
Assentada há dez anos, Maria viu no mel uma alternativa de ampliação de renda para sua grande família – oito filhos e 14 netos. No assentamento Cabeça de Negra vivem 80 famílias que fazem criação de bovinos e caprinos, além da agricultura de subsistência. Para Maria, o mel tem muitas vantagens em relação a outras culturas praticadas no semi-árido nordestino, pelo fato de precisar apenas de um pouco de água diariamente. As abelhas se alimentam e produzem mel a partir de vegetação local.
O grupo reúne assentadas de vários projetos de assentamento do Rio Grande do Norte. As Amigas das Abelhas comercializam seus produtos à base de mel, como gel de barbear, sabonetes líquidos e sólidos, esfoliantes, óleos, sais de banho, rapadura, doces, licor, favo e pomadas cicatrizantes, em feiras livres e eventos, através da Rede Xique Xique e de cooperativas de trabalhadores rurais.
A assentada diz que está gostando muito da Feira. “É uma grande oportunidade para mostrarmos nossos produtos. As pessoas que provam do nosso mel sempre gostam e muitas vezes compram. Já fomos até convidados para outras feiras”, comemora Maria Bezerra.
Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)