Ministro Patrus Ananias destaca importância dos valores éticos e da família na formação de crianças e adolescentes
10-08-2006 17:50
“O Ministério tem criado espaços onde as crianças tenham sempre presentes os valores do acolhimento, do respeito, do amor e do diálogo caso não existam laços parentais diretos,” disse ontem (09/08) o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias, durante abertura da Reunião Intergovernamental de Especialistas para Revisão do Esboço das Diretrizes Internacionais sobre Proteção e Cuidados Alternativos de Crianças Privadas de Cuidados Parentais.
Falando para representantes de vários países, entre eles o diretor do Unicef, Alan Curt, o ministro destacou que o ministério tem trabalhado para garantir a essas crianças o direito ao desenvolvimento psicológico, afetivo, “que possibilite uma vida saudável e inserida na coletividade”. As políticas públicas do governo brasileiro, segundo o ministro, estão cada vez mais centradas na família e na comunidade, focando a família dentro do contexto comunitário. “Da mesma forma que estamos colocando a assistência social no campo dos direitos, estamos também colocando a questão da família no âmbito dos direitos e as crianças têm direito a um espaço onde possam desenvolver suas dimensões mais possibilitadoras”.
O ministro Patrus destacou, ainda, a importância da família como espaço formador de valores éticos, de cidadania, solidariedade, disciplina e diálogo. “A família é espaço de segurança afetiva, psicológica, emocional, mas também um espaço pedagógico, um espaço que antecede, complementa e transcende as escola”, afirmou, ao observar que há uma falsa dicotomia quando se contrapõe a educação aos programas de assistência e desenvolvimento social.
As políticas voltadas para a proteção e promoção dos pobres devem ser integradas, intersetoriais e intergovernamentais mas há ainda um outro desafio, lembrou Patrus: “como contrapor o processo desconstitutivo dos valores familiares e comunitários, que se dá por razões sócio-econômicas, mas também razões éticas e morais?”, questionou o ministro, para quem a sociedade hoje valoriza excessivamente o individualismo em detrimento dos valores coletivos, supervaloriza o dinheiro, o consumo e promove a banalização da sexualidade. “A banalização do consumismo e da sexualidade é um desserviço para a formação dos jovens, e esta desconstituição tem muito a ver com a mídia e a propaganda. Em nome do consumo não se tem nenhum pudor em despertar além do razoável, de uma forma desrespeitosa, a sexualidade das crianças”, ressaltou.
Ao final, o ministro destacou que temos dados, números, pesquisas, que mostram que o Brasil está avançando. “O Brasil há alguns anos fez uma opção pela proteção e promoção dos pobres e das crianças, como a Constituição de 88 que colocou a assistência social no campo da políticas públicas”, disse, ao completar que o Ministério caminha na perspectiva de consolidar a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
A reunião prossegue até sexta-feira (11/08) e o objetivo é a elaboração de documento que será apresentado na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, contendo propostas de medidas de apoio psicológico, social e educativo aos jovens privados do convívio familiar.
Com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome
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ASCOM / MDS

