Mercosul fará análise conjunta dos Objetivos do Milênio
05-10-2006 10:07
Os cinco países do Mercosul passarão a monitorar em conjunto o desempenho do bloco nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O primeiro passo será a adoção de uma lista de indicadores comuns que permita comparar e analisar regionalmente os avanços alcançados por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. Os resultados serão tema de uma publicação periódica em cada um dos países, que seguirá o modelo dos informes divulgados pelas agências das Nações Unidas.
Além de colocar em prática essas medidas de monitoramento em conjunto, o Mercosul pretende criar um grupo composto por integrantes dos cinco países para analisar quais são as iniciativas mais eficazes para alcançar os Objetivos do Milênio. A idéia é promover um intercambio de experiências bem-sucedidas realizadas em âmbito nacional, estadual, provincial ou municipal. Essa equipe ainda ficará responsável por acompanhar e estudar o que os países ricos têm priorizado na distribuição da ajuda humanitária.
A decisão de acompanhar o desempenho do Mercosul nas metas foi um dos resultados de uma reunião entre representantes do bloco organizada pela Presidência da Argentina para debater iniciativas governamentais voltadas aos Objetivos do Milênio. Entre as atividades apresentadas no encontro, o Prêmio ODM, promovido pelo Brasil, foi uma das que mais despertaram interesse dos participantes, segundo o secretário nacional de Articulação Social da Presidência da República, Wagner Caetano.
“A Argentina em especial demonstrou grande interesse no Prêmio. Nós apresentamos toda a metodologia usada para selecionar as práticas ganhadoras e falamos sobre os resultados obtidos na primeira edição”, afirma Caetano. O responsável pela divulgação dos ODM no Conselho Nacional de Coordenação de Políticas Sociais do governo argentino, Fernando Cambón, confirma a impressão do secretário brasileiro. “Nos pareceu muito interessante a experiência do Brasil”, declara.
A reunião também rendeu bons frutos para o Brasil, segundo Caetano. “Pudemos conhecer a metodologia que a Argentina e o Uruguai usam para monitorar algumas metas que temos dificuldade de acompanhar”, conta.
Com informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)