Mercado de máquinas e equipamentos se adapta a peculiaridades da agricultura familiar
Em 2009, o pedido de um pequeno produtor de Caçador (SC) chegou ao diretor presidente da Imasa, Jalmar Martel: desenvolver um equipamento que possibilitasse o plantio direto de sementes de cebola. Jalmar aceitou o desafio. Hoje, a plantadeira, uma adaptação de uma das linhas de produtos da empresa de Ijuí (RS), já está em operação em Santa Catarina. E o pedido individual deu origem a um novo produto do portfólio da Imasa, que passa por seu primeiro teste público na Expointer 2010, realizada em Esteio (RS) e que prossegue até domingo (5). “Trouxe a plantadeira para conhecer a opinião dos produtores e receber críticas que possibilitem melhorias”, explica Jalmar.
As novas tecnologias também foram incorporadas a máquinas e equipamentos agrícolas destinadas à agricultura familiar, proporcionada pelo Programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. “O produtor está mais atento na hora da escolha”, afirma Jalmar, que a pedido de agricultores familiares de São João do Sul (SC), desenvolveu uma plantadeira só de sementes para plantio de arroz. A diferença é que os produtores fazem a correção do solo antes do plantio. Por isso, não é preciso um equipamento que distribua semente e fertilizante ao mesmo tempo.
Outro exemplo de equipamento desenvolvido para atender às peculiaridades da agricultura familiar é a colheitadeira desenvolvida pela Semeato, de Passo Fundo (RS), comercializada este ano. Um protótipo apresentado na Expodireto Cotrijal, feira realizada em Não-Me-Toque (RS), acabou incorporando mudanças fundamentais ao projeto original. Uma delas foi a ampliação da capacidade do tanque graneleiro de 30 para 45 sacos (2,5 mil quilos). “A altura da máquina em relação ao solo foi reduzida em 35 centímetros porque isso, segundo levantamento feito junto aos agricultores familiares, garantiria mais estabilidade ao equipamento em terrenos inclinados”, explica o gerente de Desenvolvimento e Mercado Eduardo Copetti.
Ordenhadeira com motor flex – Antes mesmo do casal de agricultores familiares chegar ao estande da Fockink, de Panambi (RS), sugerindo um motor de ordenhadeira cujo funcionamento não dependesse exclusivamente de energia elétrica, a empresa já apresentava seu novo produto: um motor flex, que funciona movido a energia elétrica e a gasolina. O motor movido exclusivamente a eletricidade acarreta problemas em casos de instabilidade da oferta de energia elétrica. O novo produto aguarda apenas o código Finame para ser incorporado à lista de mais de quatro mil itens financiados pelo Mais Alimentos.
Outro produto da empresa exposto na Expointer contempla o manejo de pastos, “uma prática que está se consolidando entre agricultores familiares”, afirma João Laurino Neto, gerente de Negócios da Unidade de Ordenha e Resfriadores. Trata-se de um kit formado por um conjunto de irrigação para dois hectares, uma ordenhadeira balde ao pé com um conjunto de teteiras (atende planteis de até 30 animais) e um resfriador de 500 litros. A irrigação é importante principalmente nos períodos de estiagem, e o manejo do pasto ajuda a reduzir o uso de complementos alimentares e silagem. ”O manejo adequado do pasto reduz em até 25% o custo total da produção de leite”, afirma Laurindo.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário