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MDS promove fórum sobre pesquisa social do Ipea

02-08-2006 18:53

O XXI Fórum do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), ocorrido na tarde desta quarta-feira (02/08), abordou a pesquisa “Ação Social das Empresas”. Na oportunidade, a coordenadora-geral do levantamento do Ipea, Anna Maria Peliano, foi a palestrante. Participaram do evento, a secretária-executiva do MDS, Márcia Lopes, e os secretários da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Rômulo Paes, e da Secretaria de Articulação Institucional e Parcerias do MDS, Kátia Campos.

A 2ª edição da pesquisa mostrou um aumento de 10% de empresas privadas que investem no social (passou de 59% para 69%). O foco que mais preocupa os empresários é a fome. Para Anna Peliano, este fato se explica em função da nova agenda global, visualizada com a divulgação dos objetivos do milênio da ONU e com a criação do Fome Zero.

A soma de investimentos foi de R$ 4,7 bilhões (ou 0,27% do PIB). Somente 2% deles foram usados por meio de incentivos fiscais. “Ao contrário dos Estados Unidos, onde a maioria dos empresários investe com contrapartida do governo”, constatou a coordenadora da pesquisa.

O secretário de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Rômulo Paes, acredita que a ação social das empresas está em “franca expansão”. Ele disse que os empresários estão com uma “nova mentalidade”. “O Fome Zero fomenta valores”, disse o dirigente, para explicar o aumento no número de empresas que investiram no social em 2000 e em 2004.

Rômulo Paes afirmou que um dos principais valores da pesquisa do Ipea é o mapeamento dos investimentos privados no Brasil. Com isso, prosseguiu o secretário, se tem “a visão do empresário sobre ações sociais”. E o que o levantamento revelou foi o seguinte perfil das empresas que atuam socialmente: investimentos prioritários na área alimentar; de caráter filantrópico; e com público-alvo majoritariamente composto por crianças.

Parcerias e Petrobras
Outro item da pesquisa diz respeito à forma que as empresas encontraram para agir no social. O resultado: 57% dos empresários disseram que são parceiros de ONGs, 38% de comunidades vizinhas, 27% de empresas privadas e 14% de órgãos governamentais. Na percepção de Anna Peliano, a parceria com governos ainda é pequena, mas o quadro começa a se reverter. Para ela, antigamente os empresários tinham receio de atuar em conjunto com o setor público. “Eles procuravam escapar dessas parcerias”, contou.

Um exemplo bem sucedido é a parceria entre o Fome Zero e a Petrobras. A estatal prevê investimentos, até o fim de 2006, na ordem de R$ 303 milhões. Tal quantia prioriza educação e qualificação profissional, geração de emprego e renda, garantia dos direitos da criança e adolescentes, dentre outros.

Informações para a imprensa:
Vitor Corrêa – (61) 3433 1056
ASCOM / MDS