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Liberado R$ 100 milhões para Seguro da Agricultura Familiar

10-10-2006 17:38

O Governo Federal liberou nesta terça-feira (10/10) R$ 100 milhões para o pagamento do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) a agricultores familiares que tiveram perdas em suas lavouras decorrentes da estiagem. O benefício aos produtores rurais já vinha sendo pago, e o crédito liberado hoje deve praticamente finalizar o pagamento do seguro. O estado com o maior número de produtores beneficiados é o Rio Grande do Sul. Lá, 77 mil produtores devem receber cerca de R$ 207,9 milhões. No Paraná, serão 35 mil beneficiários, que totaliza o pagamento de R$ 95,5 milhões. E em Santa Catarina, 25 mil produtores receberão o pagamento de R$ 67,5 milhões.

Nesta safra 2005-2006, o Seguro deve pagar ao todo cerca de R$ 370 milhões. Já foram pagos, até o momento, R$ 200 milhões aos agricultores familiares atingidos pela seca. Em 2005, quando as perdas foram maiores, somente a Região Sul recebeu cerca de R$ 688 milhões. No Rio Grande do Sul, 146.946 produtores familiares receberam R$ 496.315.482. Em Santa Catarina, 32.664 agricultores foram beneficiados com R$ 101.428.799 e, no Paraná, 23.935 receberam R$ 90.646.098.

Tranqüilidade aos produtores
Criado em 2004 e implantado na última safra agrícola, o Seaf é, hoje, uma arma eficaz para garantir tranqüilidade ao agricultor e sua família. Com o Seguro, um produtor que obteve recursos para custeio agrícola junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e sofreu perdas acima de 30%, terá cobertura total do valor do financiamento. Além disso, receberá ainda 65% do valor da receita líquida esperada da lavoura – até o teto de R$ 1,8 mil.

Para aderir ao Seaf, o agricultor contribui com 2% do valor do financiamento. Entre as causas para a perda da colheita que dão direito à cobertura estão: seca, granizo, vendavais, geada, chuvas torrenciais, chuvas fora de época, além de pragas e doenças que não tenham métodos difundidos de controle. O Seaf é contratado para a chamadas culturas zoneadas (algodão, arroz, feijão, maçã, milho, soja, sorgo e trigo) e para a banana, caju, mandioca, mamona e uva. Também têm cobertura algumas culturas consorciadas, como feijão e milho; milho e soja.


Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)