Personal tools
Document Actions

Indústrias fazem planos para elevar IDH do Rio de Janeiro

17-08-2006 17:36

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) lançou um programa para ajudar a elevar o IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) – uma adaptação do IDH do Estado. O plano, apresentado aos candidatos ao governo fluminense nesta semana, prevê 119 ações nas áreas de educação, saúde, saneamento básico e formação profissional, entre outras. A idéia é envolver setor público, instituições privadas e outros segmentos da sociedade.

O Rio de Janeiro tem o quinto maior IDH-M do Brasil (0,807), ficando atrás do Distrito Federal (0,844), de Santa Catarina (0,822), São Paulo (0,820) e Rio Grande do Sul (0,814). O índice, desenvolvido no Brasil pelo PNUD e outros parceiros, é composto de três subíndices. No de educação (que engloba a taxa de alfabetização e a taxa bruta de freqüência à escola), o Estado apresenta o quarto melhor desempenho (0,902); no de longevidade, o nono (0,740); e no de renda (medido a partir do indicador renda per capita média), o terceiro (0,723).

O Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, como é chamado o plano da Firjan, é conseqüência de um projeto desenvolvido pela instituição desde o início deste ano, o Programa Pró-IDH. “O projeto surgiu a partir de um questionamento: o Rio de Janeiro é a segunda maior economia do país e o quinto IDH. Como podemos estar avançados economicamente e com um índice incompatível com esse desenvolvimento?”, conta o assessor da diretoria da Firjan, José Zembres. Por isso, afirma, a federação procurou as prefeituras e propôs uma parceria para desenvolver atividades de combate ao analfabetismo e à distorção entre idade e série dos alunos de rede pública, de melhoria da acuidade visual dos estudantes e de educação profissional direcionada às parcelas mais pobres dos municípios.

Em oito meses de projeto, 89 das 92 cidades do Estado firmaram parceria com a entidade, conta Zembres. Apenas os municípios do Rio de Janeiro, Piraí e Porto Real não se conveniaram à iniciativa. “Mesmo nessas cidades nós estamos conseguindo desenvolver os cursos de alfabetização e o de educação profissional”, diz.

A meta do projeto é, até o fim do ano, alfabetizar 40 mil pessoas, formar ao menos 18.400 mecânicos, eletricistas, costureiras industriais, marceneiros e outros profissionais e distribuir 17 mil óculos para jovens e crianças pobres. Até agora, cerca de 9 mil pessoas concluíram os cursos de alfabetização e outros 30.800 estão cursando as aulas, 1.550 estudantes passaram pelas aulas de aceleração escolar e outros 4.150 estão em aula, e 6.300 terminaram os cursos profissionalizantes e 2.300 estão em fase de conclusão.

“Na aplicação do projeto, realizamos um estudo com a participação de todos os segmentos da sociedade para discutir o que é importante para que em dez anos o Estado esteja mais desenvolvido. Então, pensamos em algumas propostas que ajudem a melhorar a qualidade de vida da população, para que os políticos saibam exatamente o que é importante para o crescimento”, comenta Zembres. “Esperamos que os candidatos vejam o mapa como um orientador. Nós vamos fazer um acompanhamento e tentar motivá-los para que eles utilizem e também iremos desenvolver atividades relacionadas a ele”, destaca.

Entre as metas e objetivos do documento estão a garantia do suprimento energético de longo prazo, melhoria e integração nas áreas de transporte, promoção do uso e ocupação organizada do espaço urbano, realização de ampla reforma tributária, promoção de políticas que garantam a segurança, transparência, ética e eficiência no uso de recursos públicos, erradicação do analfabetismo, melhor qualidade da educação básica, promoção da formação profissional técnica e superior alinhada aos pólos econômicos do Estado e realização de um choque de gestão nos sistemas de saúde estaduais.


Com informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)