Governo pede mais ‘geladeiras ecológicas’
27-06-2008 17:18
O Ministério do Meio Ambiente apresenta nesta quinta-feira recomendação para que redes de supermercados optem por freezers e geladeiras que utilizam substâncias com menor potencial de aquecimento da atmosfera, como amônia e dióxido de carbono. De acordo com o órgão, os gases utilizados normalmente nos refrigeradores de supermercados (os hidrofluorcarbonos) colaboram 1.780 vezes mais para o aquecimento global do que as substâncias indicadas pelo ministério.
A sugestão é uma das que figuram no Seminário Nacional sobre Refrigeração em Supermercados, que acontece nesta quinta-feira, em São Paulo. O evento, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo PNUD, tem o objetivo de incentivar as redes de supermercados a adquirirem refrigeradores com gases menos poluentes e fazer a opção pelas substâncias menos nocivas durante a manutenção em modelos que permitam troca de gases.
O evento também vai discutir alternativas para melhorar os processos de manutenção, feitos regularmente nos estabelecimentos. A cada ano, mais de 80% dos gases de refrigeradores de supermercados brasileiros vazam para a atmosfera devido a má conservação ou a problemas na hora de consertá-los, segundo a ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento).
Em geral, as redes de supermercados utilizam freezers e geladeiras com gases HCFCs (hidroclorofluorcabonos) - menos nocivos para a atmosfera que os CFCs (clorofluorcarbonos), mas que, ainda sim, contribuem para aumentar o efeito estufa e o aquecimento global.
Durante o seminário, representantes de supermercados e de empresas de refrigeração vão mostrar aparelhos menos poluentes e estratégias para diminuir vazamentos para a atmosfera. Alternativas como usar a amônia e o dióxido de carbono nos equipamentos, diminuindo sensivelmente os danos com relação ao aquecimento global, e um projeto de financiamento para as empresas do setor adquirirem refrigeradores menos poluentes vão ser apresentadas.
As ações para reduzir a emissão de poluentes visam cumprir as diretrizes do Protocolo de Montreal, que em 1987 determinou a substituição dos gases CFCs por outros menos poluentes. Para atender ao acordo, o Brasil proibiu, desde 1999, a fabricação de aparelhos com clorofluorcarbonos e lançou, em 2002, o Plano Nacional de Eliminação de CFCs, que tem o apoio do PNUD.
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

