Catadores vão cultivar algas em Rio do Fogo (RN)
25-08-2006 14:25
Catadores de Algas de Rio do Fogo, no Litoral do Rio Grande do Norte, vão mudar de vida nos próximos anos. A partir de investimentos do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (Fao-Onu), eles deixarão de ser simples coletores para se transformarem em criadores de produtores de algas.
O programa de Desenvolvimento de Comunidades Costeiras tem um orçamento de R$ 15 milhões para os próximos cinco anos e foi lançado com a presença do ministro da pesca, Altemir Gregolin e de mais de 200 catadores e catadoras de algas ligados a associação beneficiada pelo projeto.
Na sede da entidade já estão em implantação equipamentos para o beneficiamento das algas, hoje coletadas na costa da região. Numa área externa já operam estruturas para a lavagem e secagem do produto. No galpão um triturador, duas caldeiras e uma câmara fria completam o processo de pré-beneficiamento. Toda à produção é repassada a indústrias farmacêuticas, de produtos de beleza e alimentícias. A ndemanda é considerada crescente, o que significa emprego e renda para os associados.
O ministro ficou impressionado com o grau de organização da comunidade. Segundo ele, o Projeto de Desenvolvimento de Comunidades Costeiras, que também abrange os estados da Paraíba e Ceará é o maior projeto (em recursos financeiros) de aqüicultura em desenvolvimento pela Seap e vai incrementar, de forma significativa, a renda das famílias beneficiadas. “A alga é um produto rico. Utilizado em larga escala na indústria farmacêutica e alimentícia e importado pelo Brasil. Com esse projeto vamos começar a inverter essa realidade, incrementando a produção Nacional”, comentou.
Piscicultura
Na comunidade de Aracati, município de Touros, a 100 quilômetros de Natal, o ministro Altemir Gregolin, também participou da inauguração de uma unidade do Pólo de Tilápia do Rio Grande do Norte. No assentamento do Programa Nacional de Reforma Agrária do Complexo Zabelê, onde vivem 1300 famílias de pequenos agricultores, 48 tanques escavados garantirão a produção de tilápias e uma renda de no mínimo um salário mínimo por mês, para cada família. Pelo menos 18 tanques serão construídos na primeira fase do projeto. Ao todo o Pólo de Tilápia terá 120 tanques e investimentos que somam R$ 5 milhões, financiados aos assentados pelo Banco do Brasil via Programa Nacional de Agricultura Familiar. Os assentados terão oito anos para pagar o financiamento, com três de carência e 25% de rebate.
Segundo o ministro, o projeto serve de exemplo para milhares de outras comunidades de assentados em todo o País, já que leva em conta a formação de toda uma cadeia produtiva e cria condições de melhoria de vida para a toda a comunidade. “Mostra que as comunidades de agricultores que tem esse potencial, podem e devem aproveita-lo, melhorando renda e qualidade de vida”, completou Gregolin.
O ministro também destacou a importância da participação das organizações de extensão rural e pesquisa no projeto, que vão garantir a qualificação dos assentados para que ocorra uma produção sustentada e de qualidade. “Com esse trabalho e treinamento, fica garantida a continuidade do projeto e a qualidade do produto que será comercializado”, acrescentou.
Com informações da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca