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Associação de Mulheres Nova Conquista (PR) põe a mão na massa em padaria comunitária

22-08-2006 18:21

A padaria comunitária Pão Maravilha, no distrito de Maravilha (Zona Sul de Londrina), construída em parceria entre a Associação de Mulheres Nova Conquista o Comitê de Solidariedade dos Funcionários da Sercomtel, com apoio do Programa de Economia Solidária da Prefeitura de Londrina e do Provopar, foi inaugurada no último dia 15 e é a primeira do distrito. Antes, os pães eram levados duas vezes por semana de Londrina e revendidos em um mercadinho e bares. O restante da demanda era atendida pelas mulheres do local que confeccionavam os pães em casa.

A idéia da padaria comunitária nasceu há pouco mais de um ano, depois de um levantamento do potencial das pessoas e da região, com ajuda do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae). A Associação tratou, então, de reunir mulheres com habilidades para produção de pães. ''No começo éramos uma 20, no final ficamos em 12'', conta Marta Silva da Paz, 46 anos, quatro filhos, e uma das participantes do empreendimento.

Os segredos do ''pão de padaria'' estão sendo ensinados pelo padeiro Genilton Ribeiro, que está na profissão há 25 anos. Acostumado a dar cursos de panificação no Clube das Mães Unidas (Vila Ricardo), ele teve que adaptar o conteúdo ministrado em seis meses para 48 horas de aula. ''Foram oito domingos ensinando a fazer o básico: pães de hamburguer, de leite, francês e sovado; roscas e massa de pizza. Mas a força de vontade delas é tanta que assimilaram tudo muito bem'', elogia o padeiro.

No próximo domingo ele pretende descansar, mas no fim de semana seguinte vai começar as aulas de confeitaria, e aí o balcão da Pão Maravilha deve ganhar novas cores e sabores. ''Logo o aproveitamento da estrutura vai ser de 100%'', garante. No total, foram investidos R$ 25 mil em equipamentos pelo Comitê da Sercomtel, mais cerca de R$ 15 mil que a própria Associação fundada há 10 anos conseguiu vendendo rifas, bingos e com participação em festas como a do Boi no Rolete.

Para aprender a trabalhar com gestão de estoque, caixa, atendimento a clientes e até buscar novos mercados, as mulheres contam com o suporte do Programa de Economia Solidária. Segundo Roberto Gonçalves, o coordenador do programa nos distritos rurais, a intenção é que o grupo caminhe com as próprias pernas. ''Essas mulheres acreditaram nesse sonho e serão exemplo para outros grupos'', afirma.

Com informações da Rede de Educação Cidadã (Recid)