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Agroindústria de babaçu será instalada em assentamento piauiense

04-10-2006 09:57

Máquinas de uma agroindústria para beneficiamento integral do coco de babaçu estão em fase final de testes em Teresina (PI). A expectativa é de que a estrutura seja instalada em um mês no assentamento Centro do Designo, no município de Miguel Alves, na região norte do estado. A instalação vai possibilitar às famílias assentadas novas formas de renda, com a produção de óleo, carvão com menor emissão de poluentes, produtos para a alimentação humana, ração animal, pisos e peças artesanais.

A agroindústria faz parte de uma parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Piauí e a Universidade Federal do Piauí (Ufpi), a partir de projeto de pesquisa junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) sobre aproveitamento racional do babaçu em Miguel Alves, coordenado pelo pesquisador Marcos Davi Figueiredo de Carvalho. No assentamento Centro do Designo, há 423 famílias assentadas. Lá, há uma grande densidade de babaçual, sendo essa uma das grandes potencialidades da região.

Depois da instalação das máquinas, serão selecionadas cerca de 30 famílias assentadas, que receberão treinamento sobre manuseio de equipamentos e formas de aproveitamento racional do babaçu. “O aproveitamento tradicional feito pelas conhecidas quebradeiras de coco é de apenas 4%. Ou seja, utiliza-se apenas a amêndoa, enquanto o mesocarpo e o endocarpo do fruto são totalmente descartados. Com a agroindústria, será possível a utilização integral do babaçu, gerando novas fontes de renda para a comunidade”, disse o gestor estratégico do Incra-PI, José Wilson Odorico.

Matéria-prima para artesanatos
Com as máquinas, o endocarpo – parte mais dura do babaçu – poderá ser utilizado como carvão e também como matéria-prima para a fabricação de peças artesanais (como brincos, colares e jogos de cozinha), além de artigos decorativos (como abajures). O mesocarpo pode ainda servir como ração animal e em produtos para a alimentação humana.

Com a parceria, coube ao Incra-PI a construção de um galpão para armazenamento da matéria-prima e a aquisição de uma máquina própria para a extração de óleo, feito a partir da amêndoa do babaçu.


Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)