Doações ao Fome Zero
| O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de 2003, anunciou o combate à fome como prioridade absoluta de seu governo e conclamou toda a sociedade brasileira para participar do grande desafio de erradicar a fome no País. Ao dizer que a missão de sua vida estaria cumprida se, ao final de seu mandato, cada brasileiro tivesse acesso a três refeições diárias, ele não fazia uma promessa, mas lançava um desafio à sociedade e estabelecia a linha-mestra de um ousado projeto de nação. Em pronto atendimento, várias empresas do setor público e privado, entidades de classe e empresariais, personalidades e movimentos sociais se engajaram em campanhas, ampliando a arrecadação e doação de alimentos, na perspectiva de um grande mutirão. Superado, em grande parte, o desafio inicial, as doações ao Fome Zero tendem a continuar, porém, estimula-se um novo foco: doações articuladas de bens e serviços que contribuam no processo de inclusão produtiva dos grupos em situação de maior vulnerabilidade social. A partir de doações de produtos como: material de escritório, material de oficina, material escolar, utensílios domésticos, vestuário, medicamentos, equipamentos em geral, veículos, serviços e gêneros alimentícios, incentiva-se a formação de uma cadeia solidária, envolvendo e articulando diferentes atores na perspectiva da construção de empreendimentos solidários sustentáveis. A cadeia solidária é composta por: fornecedores de produtos e serviços/doadores: setor empresarial, cidadãos, entidades públicas; apoiadores em logística: armazenamento, embalagem e transporte; mediadores/donatários: centros de referência da assistência social (CRAS), pontos de cultura, bancos de alimentos, entidades assistenciais, associações de moradores, empreendimentos solidários, Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), assentados da reforma agrária, prefeituras, defesa civil, entidades religiosas, associações de comunidades tradicionais, Incra/MDA, ONG e OSCIP, movimentos sociais, etc; e beneficiários: segmentos de maior vulnerabilidade social (famílias, idosos, crianças, jovens, quilombolas, comunidades indígenas, população de rua, atingidos por barragens, acampados à espera da reforma agrária). |
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